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FERRAMENTAS GERENCIAIS DA QUALIDADE: DIAGRAMA DE ISHIKAWA

Olá caros leitores, continuando no assunto “Ferramentas gerenciais da qualidade”, abordo hoje a segunda ferramenta citada na primeira postagem da série, o Diagrama de Ishikawa. Esta ferramenta é também conhecida como “Diagrama de causa e efeito” ou “Espinha de peixe” pela aparência da matriz utilizada para guiar a aplicação da ferramenta, que lembra justamente a espinha de um peixe.
Ela leva este nome em homenagem ao seu criador, o engenheiro japonês Kaoru Ishikawa, um grande idealizador de diversas ferramentas de controle da qualidade nas instalações fabris da época, trouxe à tona este método, (estima-se que foi em torno dos anos 60), sendo um sucesso na época pela simplicidade, abrangência (capacidade de obter respostas para praticamente todos os tipos de problemas em diferentes áreas) e pela forma gráfica, que permite melhor compreensão visual do problema.
O objetivo da ferramenta é estruturar hierarquicamente as principais possíveis causas de determinado problema e agrupá-las hierarquicamente em torno dos 6M’s:
Método (Sugere que o método utilizado para realização do produto/serviço foi o principal causador);
Medida (Sugere que o problema foi causado por instrumentos de medição, medição e acompanhamento de resultados falhos, etc);
Meio ambiente (Sugere que a causa dos problemas seja proveniente de condições do ambiente interno ou externo);
Máquina (Sugere que o causador seja uma máquina usada no processo);
Mão de obra (Sugere que falha(s) do(s) operador(es) do processo tenham sido as principais causas); e
Matéria prima (Sugere que a matéria prima utilizada no produto/serviço não possuía a qualidade necessária).
Para auxiliar nesta estruturação é utilizada a matriz com aparência de espinha de peixe, apresentada na imagem a seguir.

Diagrama de Ishikawa
As prováveis causas serão divididas entre os 6M’s (ao longo da espinha), e o problema informado no quadro que representa a cabeça do peixe. É necessário avaliar profundamente cada causa e organizar conforme a provável hierarquia. Após este processo, é necessário, com base na estrutura definida, extrair as causas fundamentais e planejar as ações corretivas e/ou preventivas, definindo responsáveis e prazos para a realização.
Recomendo aguardar um certo tempo e realizar a verificação de eficácia das ações realizadas, pois, o objetivo principal da ferramenta é encontrar a causa raiz e solucionar o problema, evitando recorrências.
Élvio Tadeu Becker - Consultor empresarial

Postado em: Terça-feira, 21 Novembro 2017.

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